Jul
estou longe de ser uma estudiosa de futebol, mas gostei, e dia 10 estarei lá, vendo meu ex-técnico vestindo seu agasalho verde-amarelo.
e em 2014, é nóis, mano!
estou longe de ser uma estudiosa de futebol, mas gostei, e dia 10 estarei lá, vendo meu ex-técnico vestindo seu agasalho verde-amarelo.
e em 2014, é nóis, mano!
aprendi que as boas coisas se vivem todo dia, e quando as grandes datas chegam, é preciso reconhecê-las e, cada um de sua maneira, aproveitar.
sou a favor dos presentes, veja bem, quem não é? eu gosto de acertar e sei que não sou fácil de acertar.
hoje, ele acertou, assim como acertou em cheio ao me convidar pra uma festa, 376 dias atrás.
se isso não é amor, não sei o que pode ser.
voltei a vida normal de engole uma rosinha todo dia as 21h. não posso reclamar, tudo está voltando ao normal. voltando esse, que segundo o amigo médico, pode levar 1 ano. tempo esse que terei que agüentar quieta os efeitos que essa porcaria deixou no meu corpo.
alguns eu vou levar marcados na pele (viva) e outros eu espero perder nesse 1 ano.
e agora, endocrinologista e nutricionista, baixar esse colesterol, essa glicemia e dar adeus aos meus docinhos e vodkinhas.
fitness, ai vou eu.
aí, no meu caso, quando acho uma calça ou camiseta ou qualquer coisa que me sirva, ELAS FICAM CURTAS. é algo absurdo, porque você imagina que alguém que usa um “plus size” realmente tem só 1,60m? aliás, realmente, vocês pensam que o mundo parou de crescer? é algo que me incomoda muito, porque além de sofrer com a falta de tamanho das coisas EM GERAL, ainda tenho que ficar usando calça CURTA?
no final das contas, todos que não se adequam ao padrãozinho, se fodem.
então, falando com a minha mãe hoje, talvez seria uma coisa interessante separar tudo de uma vez? tipo, façam seções para magrelos, para “normais”, gordinhos, altos, baixinhos. assim, geral fica rotulada e ninguém fica constrangido de ter que pedindo as coisas pros outros. e ah, criem provadores separados também, que tal?
movimento separatista mesmo, até porque adoraria, no mundo que existe na minha cabeça, que uma magrinha pedisse algo em uma loja e ouvisse “não temos o teu tamanho”.
ontem, mais de 23h, depois de um dia de trabalho e horas andando no shopping, eu estava a mil dentro de casa. chegava a ser irritante, segundo minha mãe. eis que, ela começa a contar que sempre foi assim, que ainda bebê, eu dava aquela canseira nela, indo dormir beeeem depois da meia noite e fazendo ela pensar que eu morri, pois já era meio dia e nada de eu acordar.
ela teve dó de me colocar pra estudar de manhã, e até hoje eu sou um vegetal regado a café até as 10h. não me peça as coisas antes desse horário, ou elas demorarão a sair ou sairão duvidosamente boas.
veja, viveria numa boa pelas madrugadas e dormindo quando tem sol, quem não? não que eu defenda empregos em que se entra as 10 e trabalha-se até as 20h (coisa normal pra maioria), mas pra explicar como me sinto em relação a carga horária de trabalho, isso não seria um post e sim uma reclamatória sindical.
1998 rolou TODA aquela baixaria com a França, prefiro não comentar, era minha segunda copa e eu tentei engolir toda a história que foi contada. Em 2002 eu tava no cursinho, e nem me lembro quantas foram as aulas que eu deixei de ir pra poder ir no Pátio São Miguel ver jogos e tomar café. Naquele mês minhas finanças sofreram baixas e eu pude comemorar, de novo, dentro de casa. engraçado é que não lembro muito bem de como foi o jogo, talvez porque não fosse minha primeira copa e/ou não rolou todo o drama vamosprospênaltis.
2006 eu estava no último ano de faculdade e meu orientador dizia que se quiséssemos algo, era pra procurá-lo em determinado bar. novamente, França fodendo com a nossa vida, DE NOVO. nesse dia, lembro de ligar pro meu pai, um tanto quanto alcoolizada e chorar. Ele me perguntava porque eu estava daquele jeito, eu não sabia responder. hoje penso que naquele dia, ao contrário do que senti 94, algo foi roubado de mim, e eu me neguei a reconhecer que é assim, futebol nasceu pra fazer a gente sofrer.
e agora, em minha primeira copa, a que tenho que dividir com meus compromissos profissionais, burlo algumas regras e corro pra tv de vez em quando, vejo parciais pela internet e me irrito com a empresa que “libera mas paga banco de horas” e com gente corneta (vuvuzelameu*). copa é coisa séria, é futebol de primeira linha, é entender tática e não ficar esperando show. é torcer pros azarões mas esperar que eles não sejam uma pedra no sapato.
então, desculpae se eu sou grossa com quem gosta de futebol na copa, quem grita que o técnico é burro e nem sabe a escalação, quem torce pra outra seleção só pra ser cool. já expliquei minha relação com futebol por aí, e esse ano eu não quero me sentir roubada de novo.
sinto mais falta da minha irmã menor, minha mini-me, versão ruiva natural e saudável. eu digo que é a versão melhorada dos silveiras. a irmã do meio é souza, tá na cara e não tem como negar, e, mesmo morando junto, nos vemos menos do que gostaria, mas, é a vida de quem fica tão pouco em casa. deixei pra trás também melhores e bons amigos, que me faziam companhia em qualquer hora, que, ainda hoje, mesmo de longe, fazem parte de tudo que eu considero mais importante na minha vida.
e agora, por alguns meses, terei que lidar com a distância dele, mesmo que por alguns dias, mas o suficiente pra tornar minhas noites mais longas, em que tento me entreter pintando as unhas e/ou vendo futebol.
uma lição eu aprendi com essa coisa de falta, saudade e distância: eu preciso me suportar. aguentar meus pensamentos, minhas neuroses e minhas horas vagas, tentar não pensar que vai dar tudo errado e ir logo dormir.
cai bem naqueles 6% das mulheres que tem TODAS as reações adversas possíveis: engordam, menstruam loucamente (no meu caso, nenhuma com menos de 15 dias – no total de 6), humor fica de cão, etc etc etc.
fui lá, coloquei pensando na alegria de não ter filhos por 3 anos, de parar de menstruar e não ter mais tpm. tá bom, contra outra.
na sexta me livrei dele. com uma incisão minúscula e um ponto, me livrei do que talvez tenha ferrado meu metabolismo e meu psiquismo por 6 meses.
aguardem cenas dos próximos capítulos.
teve título, depois teve mike ness, e festa.
o melhor final de semana do ano.
sapatos, se tem uma boa forma e qualidade (não digo marca), servem, te deixam mais feliz, etc e tal.
tenho várias teorias furadas sobre sapatos. todas pra justificar gastar com eles e com tecnologia, mais sílabas que minha conta bancária permitem.