29
Aug
não tenho talento pra maquiagem, pra bordados, pra esportes, pra decoração, essas coisas e tal. se tivesse que ser sincera comigo e com vocês, eu nunca parei pra pensar em um talento meu. sei fazer várias coisas de maneira suficiente, que dá pro gasto. pintei minha parede, pendurei minhas cortinas, faço minhas maquiagens, escovo o cabelo, trabalho bem. acho que talento tem um lance de você gostar daquilo que sabe fazer e usar isso pro seu ou pro bem dos outros.

não consigo considerar o que escolhi pra minha profissão um talento, então, entender e ouvir pessoas está fora de questão. sendo assim, vou considerar um talento meu, a capacidade de me interessar por qualquer coisa. será que cola? esse vício por informação inútil: seja a mulher que tentou viajar com um filhote de tigre na mala ou que o clima está bom para fazer churrasco (boa essa invenção do tempoagora).

me deprimi? vou passar a pensar nisso direito.

20
Aug
faz algum tempo que não saio em fotos, coisa de uns 6 meses, se excluir as fotos das formaturas das irmãs, que não chegaram ainda, então, a mais recente que tenho é do casamento de uma das melhores pessoas no mundo, a tal da Renata!

claro que por ser de fotógrafo profissional a coisa tá toda favorecida, mas adooooro essa foto!

espero ter fotos novas logo (logo que a cara de lua for embora)

19
Aug
não tenho fotos digitais da minha adolescência, e contando que elas estão em maringá, tive que improvisar com algumas que achei perdidas nos arquivos aqui… escolhi duas, pra ver a diferença com a foto do próximo post, que é atual.

eu vermelha:

ruiva

e pagando de gatinha, com 15 anos, na minha primeira viagem de gente grande:

tuliiiiipas

ok, me sinto velha.

14
Aug
essa é fácil, talvez, quando li esse meme, essa foi uma das poucas que disse: já sei. vai ser também o posto mais curto, porque no final das contas, eu passei 5 anos ouvindo essa frase se repetida por pelo menos 45% das pessoas que freqüentaram faculdade comigo…

“Freud explica!” (psicólogos et al). é assim que faz citação ainda?

e explica mesmo. apesar de trabalhar com RH, eu amo psicanálise e ainda penso em dedicar algum tempo da minha vida em estudos da área. freud mudou minha visão de pessoa, de homem, do que se passa dentro de cada um e me fez aceitar que fases existem e pena daqueles que não as sabem ver. ele guiou parte dos meus estudos e do que escolhi fazer pra vida: lidar com pessoas, tentar entendê-las. só hoje, depois de 3 anos de formada, consigo ver que estou no lugar certo e titio freud, com sua linda teoria e terapia, me ajudou a chegar lá.

ps: ainda leio a coleção inteira dele e volto pra contar.

“O sonho é a estrada real que conduz ao inconsciente” (Freud, Sigmund)

06
Aug
queridos 3 leitores que tenho no blog, adentrei novamente, pela sei lá que vez, no adorável mundo das restrições alimentares e calóricas (tudo pra evitar o nome: dieta).

eu gosto de comer, sempre gostei, e claro, por não ter sido abençoada com um metabolismo de beija-flor, já muito danificado pela quantidade de remédios tomada durante algumas crises de asma, bronquite e alergias (santa corticóide); me entreguei ao fabuloso mundo gastronômico de Curitiba e isso me rendeu alguns, muitos, pneus a mais. não sou menos feliz por isso, mas, em cima de toda essa altura, qualquer peso a mais pesa 2x.

então, dei adeus as visitas ao outback, as idas ao pizza hut, ao mangiare e todos esses lugares felizes e me entreguei as saladinhas e iogurtes com gelatina (é bom, acreditem). o resultado está vindo, primeiro pelo ânimo que consigo ter diante de uma nutricionista não-radical e não-esquelética, que entende que comer é bom e a gente não tem que sofrer com isso.

por isso, prometo voltar a esse assunto chato e neurótico apenas quando tiver chegado ao 50% da minha meta, sem tempo determinado, mas com a intenção de que os resultados se mantenham tempo suficiente pra eu não mais me privar de nada nem ficar contando calorias por ai.

27
Jul
diante de tudo que aconteceu nessa última semana, impossível que eu não falasse qualquer coisa. tá mais do que decretada toda a minha paixão pelo corinthians, especialmente depois que Sir Mano Menezes assumiu e fez com a gente (veja, falo no plural) fosse um time melhor, diferente. não há como agradecer, não tem como não se emocionar. já chorei vendo entrevistas e vídeos, homenagens e ontem, clandestinamente, acompanhei a convocação. apesar de não gostar do neymar, e é só dele e de mais alguns (bayer, bala, sávio e renatinho) que não gosto, me agradou. primeiro por ter um corinthiano e segundo por ter o andré santos, que é rei. não achei que ele fosse ser caseiro, ia ser justo, como sempre foi, mano, como sempre.

estou longe de ser uma estudiosa de futebol, mas gostei, e dia 10 estarei lá, vendo meu ex-técnico vestindo seu agasalho verde-amarelo.

e em 2014, é nóis, mano!

14
Jul
não sou fã de grandes comemorações, mas acho que toda grande data deve ser lembrada.

aprendi que as boas coisas se vivem todo dia, e quando as grandes datas chegam, é preciso reconhecê-las e, cada um de sua maneira, aproveitar.

sou a favor dos presentes, veja bem, quem não é? eu gosto de acertar e sei que não sou fácil de acertar.

hoje, ele acertou, assim como acertou em cheio ao me convidar pra uma festa, 376 dias atrás.

se isso não é amor, não sei o que pode ser.

20
Jun
eu lembro como se fosse ontem de ver o brasil ganhando o tetra. 1994, eu estava na casa do meu tio em São Carlos, SP. Vi junto da família toda, e ainda lembro de voltar pra Ribeirão Preto depois do jogo, com uma camisa já ultrapassada, que ainda era tri, e ver toda aquela gente na rua, aquele monte de carro com as luzes de freio acesas na avenida 7 de setembro, onde minha avó ainda morava. fiquei dias abobada com aquela sensação de ter ganho algo, como se eu fizesse parte daquilo. eu tinha 9 anos.

1998 rolou TODA aquela baixaria com a França, prefiro não comentar, era minha segunda copa e eu tentei engolir toda a história que foi contada. Em 2002 eu tava no cursinho, e nem me lembro quantas foram as aulas que eu deixei de ir pra poder ir no Pátio São Miguel ver jogos e tomar café. Naquele mês minhas finanças sofreram baixas e eu pude comemorar, de novo, dentro de casa. engraçado é que não lembro muito bem de como foi o jogo, talvez porque não fosse minha primeira copa e/ou não rolou todo o drama vamosprospênaltis.

2006 eu estava no último ano de faculdade e meu orientador dizia que se quiséssemos algo, era pra procurá-lo em determinado bar. novamente, França fodendo com a nossa vida, DE NOVO. nesse dia, lembro de ligar pro meu pai, um tanto quanto alcoolizada e chorar. Ele me perguntava porque eu estava daquele jeito, eu não sabia responder. hoje penso que naquele dia, ao contrário do que senti 94, algo foi roubado de mim, e eu me neguei a reconhecer que é assim, futebol nasceu pra fazer a gente sofrer.

e agora, em minha primeira copa, a que tenho que dividir com meus compromissos profissionais, burlo algumas regras e corro pra tv de vez em quando, vejo parciais pela internet e me irrito com a empresa que “libera mas paga banco de horas” e com gente corneta (vuvuzelameu*). copa é coisa séria, é futebol de primeira linha, é entender tática e não ficar esperando show. é torcer pros azarões mas esperar que eles não sejam uma pedra no sapato.

então, desculpae se eu sou grossa com quem gosta de futebol na copa, quem grita que o técnico é burro e nem sabe a escalação, quem torce pra outra seleção só pra ser cool. já expliquei minha relação com futebol por aí, e esse ano eu não quero me sentir roubada de novo.

12
Apr
não decepcionam, ou quase nunca. você gosta deles, se tem o seu número, serve, é quase certo que você vai acabar levando-o para casa, a não ser que o preço seja mais do que sua consciência permita pagar.

sapatos, se tem uma boa forma e qualidade (não digo marca), servem, te deixam mais feliz, etc e tal.

tenho várias teorias furadas sobre sapatos. todas pra justificar gastar com eles e com tecnologia, mais sílabas que minha conta bancária permitem.

05
Apr
todo mundo tem o seu…

ela é tão inteligente, mas…
ela é tão legal, mas…
ela trabalha tanto, mas…
ela tem um namorado ótimo, mas… (desdobramentos a dar rodo)

o meu é lutar com as eternas gordurinhas a mais. síndrome de fraqueza, falha de caráter pra alguns.

já pensou no seu mas?