29
Sep
trabalhar:

aquela coisa que adulto faz. entra no escritório, todo bem vestido e faz o que deve ser feito. durante a faculdade, estudei bastante psicologia do trabalho, como o homem é visto em diferentes escolas e teorias, como se organizam, se manifestam e especialmente as conseqüências psicológicas do trabalho em cada um.

há quem defenda que o homem não gosta de trabalhar, e pra isso, deve ser controlado. há quem defenda que pessoas devem ser estimuladas, desafiadas e principalmente, respeitadas, pois gostam de trabalhar. eu sou dessa segunda opinião.

acredito que existam as pessoas que não nasceram pro trabalho, e essas, meu amigo, você pode dar tudo, que nunca vão sair do lugar. e aí, tem as pessoas que gostam do que fazem, que querem fazer mais, que estudam, que se esforçam e NADA. acredito que em mercado de trabalho, hoje, competência tem que se aliar a sorte e a oportunidades.

assumi um risco imenso, sai da zona de conforto e me lancei a sorte. eu sou do segundo grupo, estou buscando mais. competência pra desenvolver, oportunidades vão aparecer e a sorte me encontrou no dia 3 de julho.

27
Sep
quem aí divide comigo a experiência de morar sozinha? (ok, moro com a minha irmã, me refiro a falta de pai e mão pra resolver tudo).

preciso pregar meu espelho. a furadeira está lá, tem as buchas, o parafuso, tudo. o que falta? vontade. é sempre mais simples esperar que milagrosamente vou chegar no meu quarto e meu espelho vai estar ali, penduradinho. veja só… eu pintei a parede do meu quarto, montei sozinha meu box, comprei criado mudo, arrumei tomadas, fiz extensão, preguei quadros, mas a maldição do espelho tá lá, há mais de 1 mês esperando pra ser pendurado.

preguiça é uma coisa do demônio mesmo. mas não sei, talvez seja só uma maneira do meu inconsciente gritar que tá feio o reflexo.

ps: mais uma das minhas divagações que começam em x e terminando em maçã.

24
Sep
é uma só, insubstituível.

hoje, é aniversário da minha. liguei pra ela logo cedo, acordei-a. voz de sono, recebeu meus parabéns com pequeno riso, dizendo que o despertador tocaria em menos de 7 minutos. disse então que ligaria a noite, ela pediu que não me preocupasse, já que provavelmente não estaria em casa.

minha mãe é assim, se alegra com o pouco que podemos fazer, e faz tudo de coração. não preciso dizer que é minha heroina, daquelas que quando a gente é criança quer ser igual e quando é adulto tem orgulho de dizer “parte do meu sangue é dela”.

segui sua profissão, mas tomei meu caminho, diferente. quase o mesmo corte de cabelo e sardas na cara, as minhas, mais aparentes. 10 cm a mais na altura do meu lado, muito mais firmeza no lado dela. e é isso, minha mãe e seus 50 e poucos anos, arranca lágrimas de mim, de quase 25, como se fosse um bebê.

22
Sep

agora, eu reclamo de verdade, aqui!

e viva a rabugice.

21
Sep
eu sou birrenta, me irrito com muita e pouca coisa, dependendo do dia. quer me irritar? me sirva comida fria, coca sem gelo, me mande falar mais baixo, me tire o açúcar do café, fale mal do meu time ou me deixe sem internet.

eu pego birra fácil, e quando pego, sai de perto, eu não mudo de opinião tão fácil. pessoas, lugares, coisas, tudo é capaz de criar aversão, assim, gratuita. sei que é um defeito grave e deveria ser tolerante, mas em dias em que nada parece colaborar, um olhada de lado é capaz de fazer o coração pular de raiva.

sou boa em perceber as pequenas mudanças nos outros e nas situações, portanto, eu sei, meu bem, se você foi ou não com a minha cara e não estou nem um pouco afim de fazer política da boa vizinhança.

18
Sep

eu também escrevo aqui!!

17
Sep
sou filha de pai santista e neta de corinthiano e são paulino. na minha família, domingo sempre foi dia de churrasco, airton senna e futebol. a F1 foi deixada pra trás, mas bons jogos de futebol sempre permaneceram. claro que existe o conflito dominical “ver futebol com o pai ou ir pro shopping com a mãe?”.

corinthiana que sou, fico quando meu time joga, vou quando pouco me importa se o são paulo vai jogar contra o palmeiras ou o flamengo contra o vasco. não gosto do são paulo, e veja, tenho 2 irmãs são paulinas, uma mais ativista que a outra.

tenho camisas, sofro, ajoelho em frente a tv. chorei quando meu time caí e sorri quando time do namorado subiu. ontem, ele me levou pra ver meu primeiro jogo do corinthians em um estádio. fiquei na torcida dele, mas foi bonito mesmo assim. assisti de longe todo o poropopó e fiquei feliz pelo empate, já que assim, não tenho que bancar cervejas até o final do mês…

16
Sep
é aquela máxima “é bom e eu gosto”.

se tem uma coisa que meus pais me ensinar é que devemos respeito a todos, independente do que aquela pessoa é para você, o que ela faz ou deixa de fazer. também devemos respeitar as regras, elas estão ai para serem quebradas mas claro, sempre com bom senso. sempre fui uma rebelde fajuta, pois seguia, sempre que possível, a risca o que era determinado. depois de um tempo, fui percebendo que isso bloqueava um tanta minha criatividade e de novo, bom senso.

onde trabalho existem regras claras, que todos devem seguir. aparentemente, nem todos. hoje, fiquei sem almoçar porque uma pessoa não as respeitou. me peguei pensando que em poucos dias estou fora daqui, e sempre, SEMPRE segui todas as regras, fiz tudo certo. ai vem uma, acha que manda no mundo e faz o que bem entende. ótimo. no fim, cada um tem o que merece.

lei do karma, favor visitar essa empresa.

ps1: 16h09 – ainda saiu mais cedo. sério, cara de pau é pouco.
ps2: lei do karma te amo, tá tudo voltando. :)

15
Sep
Todos têm, sem exceção. Pessoas que não se defendem não sobrevivem. Pessoas que se defendem demais não vivem.

Não saberia viver em nenhum dos dois extremos, mas confesso que já passei por eles. Como pessoa equilibrada que não sou, passeio por todo o terreno, me defendendo demais as vezes, e correndo todos os riscos por outras vezes.

Há pessoas que escreveram que imponho muros altos, que faço cara feia e não deixo as pessoas se aproximarem. Não sou fácil, mas não sou das pessoas mais difíceis do mundo. Meu problema é que, toda vez que me vejo completamente sem defesas, eu surto, me fecho e acho que tudo vai dar errado.

Esses dias, tive um semi-surto. Por que? Estou sem defesas, completamente. O racional e parte do emocional gritam: não surte, não há motivo; mas o medo crescer e o resto do emocional insiste em me fazer sentir que vai dar errado. Não vai. Não vou deixar.

13
Sep
Quem não teve, pelo menos uma vez na vida, a sensação de estar no lugar errado, ou então, de não se sentir confortável perto de certas pessoas ou diante de alguma situação? Todos nós já fomos a alguma festa de família, meio que obrigados, e ficou lá de bico, sentado num canto, odiando cada segundo. Todos nós já mudamos de escola, de emprego, de amigos. Há sempre a necessidade de se adaptar, começar de novo. Criar um novo espaço para si, novos laços, novas intimidades.

Algumas pessoas tornam isso fácil, outras gostam de dificultar, talvez pra testar, até onde aquele “novo membro” vai para ser aceito, ou por não ter habilidade em “fazer pertencer”. Essa habilidade sim, acredito ser um dom. Fazer com que aquela pessoa que chega quase sempre acuada, temendo a rejeição ou as pequenas provas que vai enfrentar, se sinta confortável para contar uma história embaraçosa ou pegar mais um copo de coca.

De todas essas novas situações que temos que enfrentar, a mais delicada é, sem dúvida, conhecer a família daquele que escolhemos pra vida. Por vezes somos olhados com desconfiança, por vezes somos acolhidos como mais um, como alguém que esteve sempre ali, e escutamos, depois de um almoço em que de tanto rir o maxilar dói que “tua presença é importante pra essa família, por isso, fique”.