sinto mais falta da minha irmã menor, minha mini-me, versão ruiva natural e saudável. eu digo que é a versão melhorada dos silveiras. a irmã do meio é souza, tá na cara e não tem como negar, e, mesmo morando junto, nos vemos menos do que gostaria, mas, é a vida de quem fica tão pouco em casa. deixei pra trás também melhores e bons amigos, que me faziam companhia em qualquer hora, que, ainda hoje, mesmo de longe, fazem parte de tudo que eu considero mais importante na minha vida.
e agora, por alguns meses, terei que lidar com a distância dele, mesmo que por alguns dias, mas o suficiente pra tornar minhas noites mais longas, em que tento me entreter pintando as unhas e/ou vendo futebol.
uma lição eu aprendi com essa coisa de falta, saudade e distância: eu preciso me suportar. aguentar meus pensamentos, minhas neuroses e minhas horas vagas, tentar não pensar que vai dar tudo errado e ir logo dormir.
3 Responses to “lidando com as distâncias”
saudade é uma merda, não há nada no mundo que aperte mais o peito do que esse sentimento infeliz.
o lado bom de sair de casa e enfrentar o mundo é que a gente vê até onde somos capazes de agir por nós mesmos.
lembro que quando morei fora sentia saudade das coisas mais mundanas da vida! conversas, esbarrões, sentar à mesa… bem isso que vc descreveu.
além disso, sair de casa é, também, aceitar que a infância acabou, que vc não é mais um bebê e isso assusta! é como se a vida mostrasse aos tapas que PASSA e que um belo dia tudo estará bem lá atrás!
eu acho que vc encara a vida adulta muito bem! a saudade faz parte e parece que serve pra nos lembrar de amar ainda mais!
saudade é uma delícia, acho necessário. quando você a mata é a melhor sensação do mundo. sou uma pessoa que vive de saudade diária, sempre sinto saudade de alguém/algo :)