25
May
quando eu sai de casa não achei que seria fácil, mas não podia imaginar que seria tão desafiador. primeiro por ter que lidar com a falta de pai e mãe pra correr quando dá saudade, medo e as coisas apertam. sinto, diariamente, uma saudade absurda do meu pai e da minha mãe, de poder falar com eles na mesa do almoço, ver jornal hoje com meu pai e falar bobeiras e analisar casos com a minha mãe.

sinto mais falta da minha irmã menor, minha mini-me, versão ruiva natural e saudável. eu digo que é a versão melhorada dos silveiras. a irmã do meio é souza, tá na cara e não tem como negar, e, mesmo morando junto, nos vemos menos do que gostaria, mas, é a vida de quem fica tão pouco em casa. deixei pra trás também melhores e bons amigos, que me faziam companhia em qualquer hora, que, ainda hoje, mesmo de longe, fazem parte de tudo que eu considero mais importante na minha vida.

e agora, por alguns meses, terei que lidar com a distância dele, mesmo que por alguns dias, mas o suficiente pra tornar minhas noites mais longas, em que tento me entreter pintando as unhas e/ou vendo futebol.

uma lição eu aprendi com essa coisa de falta, saudade e distância: eu preciso me suportar. aguentar meus pensamentos, minhas neuroses e minhas horas vagas, tentar não pensar que vai dar tudo errado e ir logo dormir.