27
Jul
diante de tudo que aconteceu nessa última semana, impossível que eu não falasse qualquer coisa. tá mais do que decretada toda a minha paixão pelo corinthians, especialmente depois que Sir Mano Menezes assumiu e fez com a gente (veja, falo no plural) fosse um time melhor, diferente. não há como agradecer, não tem como não se emocionar. já chorei vendo entrevistas e vídeos, homenagens e ontem, clandestinamente, acompanhei a convocação. apesar de não gostar do neymar, e é só dele e de mais alguns (bayer, bala, sávio e renatinho) que não gosto, me agradou. primeiro por ter um corinthiano e segundo por ter o andré santos, que é rei. não achei que ele fosse ser caseiro, ia ser justo, como sempre foi, mano, como sempre.

estou longe de ser uma estudiosa de futebol, mas gostei, e dia 10 estarei lá, vendo meu ex-técnico vestindo seu agasalho verde-amarelo.

e em 2014, é nóis, mano!

20
Jun
eu lembro como se fosse ontem de ver o brasil ganhando o tetra. 1994, eu estava na casa do meu tio em São Carlos, SP. Vi junto da família toda, e ainda lembro de voltar pra Ribeirão Preto depois do jogo, com uma camisa já ultrapassada, que ainda era tri, e ver toda aquela gente na rua, aquele monte de carro com as luzes de freio acesas na avenida 7 de setembro, onde minha avó ainda morava. fiquei dias abobada com aquela sensação de ter ganho algo, como se eu fizesse parte daquilo. eu tinha 9 anos.

1998 rolou TODA aquela baixaria com a França, prefiro não comentar, era minha segunda copa e eu tentei engolir toda a história que foi contada. Em 2002 eu tava no cursinho, e nem me lembro quantas foram as aulas que eu deixei de ir pra poder ir no Pátio São Miguel ver jogos e tomar café. Naquele mês minhas finanças sofreram baixas e eu pude comemorar, de novo, dentro de casa. engraçado é que não lembro muito bem de como foi o jogo, talvez porque não fosse minha primeira copa e/ou não rolou todo o drama vamosprospênaltis.

2006 eu estava no último ano de faculdade e meu orientador dizia que se quiséssemos algo, era pra procurá-lo em determinado bar. novamente, França fodendo com a nossa vida, DE NOVO. nesse dia, lembro de ligar pro meu pai, um tanto quanto alcoolizada e chorar. Ele me perguntava porque eu estava daquele jeito, eu não sabia responder. hoje penso que naquele dia, ao contrário do que senti 94, algo foi roubado de mim, e eu me neguei a reconhecer que é assim, futebol nasceu pra fazer a gente sofrer.

e agora, em minha primeira copa, a que tenho que dividir com meus compromissos profissionais, burlo algumas regras e corro pra tv de vez em quando, vejo parciais pela internet e me irrito com a empresa que “libera mas paga banco de horas” e com gente corneta (vuvuzelameu*). copa é coisa séria, é futebol de primeira linha, é entender tática e não ficar esperando show. é torcer pros azarões mas esperar que eles não sejam uma pedra no sapato.

então, desculpae se eu sou grossa com quem gosta de futebol na copa, quem grita que o técnico é burro e nem sabe a escalação, quem torce pra outra seleção só pra ser cool. já expliquei minha relação com futebol por aí, e esse ano eu não quero me sentir roubada de novo.

17
Sep
sou filha de pai santista e neta de corinthiano e são paulino. na minha família, domingo sempre foi dia de churrasco, airton senna e futebol. a F1 foi deixada pra trás, mas bons jogos de futebol sempre permaneceram. claro que existe o conflito dominical “ver futebol com o pai ou ir pro shopping com a mãe?”.

corinthiana que sou, fico quando meu time joga, vou quando pouco me importa se o são paulo vai jogar contra o palmeiras ou o flamengo contra o vasco. não gosto do são paulo, e veja, tenho 2 irmãs são paulinas, uma mais ativista que a outra.

tenho camisas, sofro, ajoelho em frente a tv. chorei quando meu time caí e sorri quando time do namorado subiu. ontem, ele me levou pra ver meu primeiro jogo do corinthians em um estádio. fiquei na torcida dele, mas foi bonito mesmo assim. assisti de longe todo o poropopó e fiquei feliz pelo empate, já que assim, não tenho que bancar cervejas até o final do mês…